A criatividade e os maiores problemas da humanidade

Pode não parecer, mas o título tem a sua beleza para um post de Desmergulho.  Se estivermos aqui para emergir e pensar fora da caixa, falar sobre os problemas mais profundos da humanidade, então, faz parte da poesia deste blog. Não sou doutora no assunto, apenas poeta divagando sobre o tema. Mas afinal, quais os pontos em comum entre os três maiores problemas da humanidade e a criatividade? Bom, superficialmente falando, pois isso seria assunto para um livro, a saída para os maiores problemas de uma população mundial de 7,3 bilhões está na capacidade de uma gestão inovadora. A cada ano a Criatividade para prover recursos crescentes, sem gerar altos tributos e ainda a Criatividade para gerir uma logística em escala mundial, se fazem extremamente necessárias. A mesma criatividade, que escrevi três vezes propositalmente está em alta! E se a mesma se encontra em alta, como pode a arte/poesia estar em baixa? Como pensar e agir de forma diferente com os mesmo estímulos de sempre? Como potencializar a criatividade sem a arte para abrir a terra e desenhar caminhos às novas sementes dos pensamentos? Os três maiores problemas críticos seriam: Produção de alimentos, produção de água potável e produção de energia elétrica. Mas sem novos pensamentos, sem a arte e ciência caminhando juntas, se não formos criativos, o maior problema será o de não encontramos saídas para estes três grandes problemas.

AQUARELA
Vinicius de Moraes, Toquinho, Guido  Morra, Maurizio Fabrizio

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu

Vai voando, contornando
A imensa curva norte-sul
Vou com ela viajando
Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegando
É tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo
Um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo
Sereno indo
E se a gente quiser
Ele vai pousar

Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida
De uma América a outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega num muro
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está

E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
E depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
Que descolorirá
E se faço chover com dois riscos tenho um guarda-chuva
Que descolorirá
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Que descolorirá…

 

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